quinta-feira, setembro 11, 2003

DISPARATES

O artigo de Ana Benavente hoje no PÚBLICO teria alguma razão de ser. De facto, toda a lógica subjacente a uma série de acções do Governo na área da Educação é reprovável.

Contudo, nada distingue esse artigo de um hipotético artigo escrito por um dirigente do Sindicato dos Professores !!!!! Nada que me espante, considerando que a Deputada chegou a ser candidata a líder da FENPROF antes de exercer funções governativas, e que há alguns socialistas que têm a inacreditável opinião de que o PS não pode contrariar as posições dos professores pois estaria a lapidar a sua base social de apoio. Sem comentários.

Ana Benavente critica o Governo por haver candidatos a professores no desemprego. Ora, o que é importante é saber quantos professores são necessários (e possíveis, diga-se, tendo em conta circunstâncias como o número de salas de aula e etc.). Não criar situações absolutamente artificiais como aumentar o número de docentes numa cadeira só para criar emprego. Pelo que a sua proposta relativa à área de projecto e ao estudo acompanhado é justificada de forma absolutamente desastrada.

O Estado não tem obrigação de criar emprego. E, mais, noutros serviços públicos o número de funcionários corresponde (supostamente) às necessidades, e não se vão criar mais uma série de lugares só para criar emprego....

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