quinta-feira, julho 12, 2007

Ruído

António:

Eu desses factos faço uma outra leitura totalmente diferente, que passo a dispor cronologicamente:

1. Os primeiros activistas ambientalistas, radicais (os moderados aparecem bem depois), metem na cabeça que a sociedade técnica de massas é a fonte de todos os males e que o inimigo a abater é o seu principal símbolo, o automóvel.

2. Ignorados pelas administrações nacionais, procuram e encontram refúgio nas organizações internacionais, as quais só quem não quer ver é que não percebe que estão todas completamente dominadas pelos arautos do politicamente correcto.

3. Começa o alarmismo ambiental. Felizmente, em reacção aparece gente moderada e de bom senso (não confundir com muitos anarco-capitalistas que para aí andam). Por exemplo, a política reiterada da União Europeia na redução do CO2 emitido pelos automóveis é um fantástico exemplo de moderação, bom senso e evolução tecnológica em acordo com os agentes do mercado.

4. Tanta coisa com a camada de ozono e os efeitos de estufa e descobre-se que 98% destes não são produzidos pelo homem. Logo, a guerra anti-automóvel perde sentido.

5. Logo, há que inventar um novo pretexto. E agora inventa-se o ruído. Quer dizer...

3 Comentários:

Às 17 julho, 2007 13:02 , Anonymous MJA disse...

Caro Pedro,

Quem não nasceu ontem e sabe ler, sabe que o ruído é um dos factores mais penalizadores da vida nas cidades e sempre foi considerado como tal. A única coisa recente é o relatório da OMS.

Antes de falar do que não sabe, um problema com raízes no nosso país, seria melhor consultar publicações de referencia antes de mandar bacoradas para o ar.

Mesmo que o CO2 não fosse um problema (e é), existiriam inúmeras e excelentes razões para gerir o uso desregrado do automóvel - suponho que é a isso que se refere com "guerra anti-automóvel". Mesmo que por milagre tecnológico o meio milhão de carros que entram em Lisboa fossem movidos a hidrogénio amanhã, continuariam a existir excelentes e boas razões para o fazer.

MJA

 
Às 17 julho, 2007 16:24 , Anonymous Osvaldo Lucas disse...

1ª Desconfiar dos artigos da Lusa. Muitas vezes tenho sérias reservas aos aspectos técnicos.
2º É muito mais fácil combater o ruído do que a poluição atmosférica. E ainda ninguém se lembrou de contabilizar o problema das águas, doces e salgadas, do sol,...
3º O artigo referido é preliminar,não são dados concretos da metodologia de análise, e os dados são fornecidos numa unidade esquisita - anos de vida! Ou seja temos de dividir este valor pelo número total de habitantes para sabermos quanto calha a cada um individualmente...
Depois perderemos ainda XXX mil anos de vida por causa do churrasco dos frangos, YYYY pela Coca-Cola, etc.

 
Às 17 julho, 2007 19:58 , Blogger Pedro Sá disse...

Elementar, meu caro Osvaldo...

 

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