segunda-feira, junho 26, 2006

Pasme-se

Como é que é possível alguém ser contra a introdução da estomatologia no SNS com estes argumentos, de forma totalmente indiferente à saúde de muitos milhares de portugueses.

É que, se o António não conhece, eu pelo menos à primeira vista lembro-me desde já de quem tenha perdido um ano escolar para ir trabalhar para poder arranjar os dentes.

E como este há muitos.

12 Comentários:

Às 26 junho, 2006 11:22 , Blogger AA disse...

eu pelo menos à primeira vista lembro-me desde já de quem tenha perdido um ano escolar para ir trabalhar para poder arranjar os dentes.

Reconheço aí um indivíduo que se ergueu acima da mediocridade, lutou e trabalhou pelos seus princípios. Esses são os heróis do quotidiano que devíamos tomar como nosso exemplo.

Do outro lado, vejo medíocres que querem roubar o produto do meu trabalho (que eu poderia usar para cuidar dos meus dentes) para dar a outrem - alguém que terá "merecido" esse direito— quanto muito!— por ter chamado "insensível" a um número suficiente de concidadãos.

 
Às 26 junho, 2006 11:45 , Blogger Pedro Sá disse...

Há aqui uma enorme diferença entre nós.

É que não considero desejável nem heróico que alguém interrompa um percurso escolar por ter que ir arranjar os dentes.

Nem medíocre gastar dinheiro nos impostos para que estas pessoas (pelo menos) tenham a possibilidade de fazer pela vida em condições de igualdade.

 
Às 26 junho, 2006 18:51 , Blogger AA disse...

Eu considero heróico que as pessoas definam as suas prioridades e batalhem com as dificuldades da vida para as conseguirem, sem necessitarem de serem financiadas por gente que não conhecem a quem tiraram dinheiro por "solidariedade".

Mas acho muito bem que as pessoas apoiem quem achem que merecem. But not at gunpoint.

 
Às 26 junho, 2006 19:01 , Anonymous zack disse...

Eu pergunto-me é porque carga de agua eu ainda "clicko" no link que me dirige para os blogs deste senhor...

E o mais giro é que lido "a pressa", toda a gente concorda.. viva a demagogia..

Se você não tivesse 200 contos para dar para um "aparelho" para o(a) seu filho(a) não pensaria assim... se trabalha-se 10h por dia para chegar ao fim do mes com 500? no bolso a sua opinião seria bem diferente... mas de facto, sim, cada um escolhe onde gasta o dinheiro, o estado é que é um "sugador", não o seram...

e ja me calei, ate porque tou a fazer um comment "no blog errado"...

era so para dizer: pedro, admiro-te a pachorra!

 
Às 26 junho, 2006 19:02 , Anonymous zack disse...

uma nota para os mais distraidos, senhor = Antonio

 
Às 26 junho, 2006 23:13 , Blogger Pedro Sá disse...

Claro, António, e depois as pessoas terem o mais elementar direito à saúde passa por perderem anos de estudo com os consequentes riscos de exclusão social, eventualmente pelo subemprego, e principalmente por dependerem da caridade alheia.

Quem não tem garantias arrisca-se, no limite, à morte.

 
Às 27 junho, 2006 13:34 , Blogger AA disse...

Caro Zack,

Há de concordar comigo que um aparelho para um filho não é no limite, a morte. É uma opção legítima de utilização de recursos próprios. O pai entende que o filho ter dentes bonitos é mais importante que outros bens ou serviços, imediatos ou futuros, que custem 200c. A maior parte das pessoas coloca acima dessa prioridade o filho ter dentes saudáveis em vez de bonitos, ou ter uma boa educação, ou que a família possa viver condignamente, etc. As pessoas têm direito a fazer essas escolhas e assumir esses riscos (incluindo os que o Pedro enumera). Mas ninguém tem direito a que as suas escolhas sejam pagas por outrem.

Como já foi referido "no blog errado", a propósito de outro assunto, obrigar as pessoas a contribuir para os outros não é moral, porque a virtude baseia-se na possibilidade de escolha. Também não é ético, porque se não é ético um indivíduo tirar dinheiro a outro, também não é ético muitos (gang, empresa, Estado) fazerem-no. No limite, o que acontece é que se defende que é correcto se roube a uns para dar a outros. Por acaso, tal como o sistema está organizado, rouba-se à classe média e "ricos" para _dar_ aos "desfavorecidos". Se a ideologia fosse outra, seria aos pobres. Em ambos os casos não seria moral nem seria ética.

 
Às 27 junho, 2006 13:43 , Blogger Pedro Sá disse...

António,

É inacreditável como é que alguém coloca o direito à saúde das pessoas a esse ponto. Está portanto a dizer que se alguém não tiver possibilidades de coisa nenhuma, paciência, fique menos saudável, e, no limite, morra.

 
Às 29 junho, 2006 11:55 , Anonymous zé das coivas disse...

"ai antónio"."voçe".."é inacreditável"..tão educados que somos...

 
Às 04 julho, 2006 16:13 , Blogger AA disse...

Estou a dizer que é da responsabilidade de nenhum indivíduo ser his brother's keeper, e consequentemente também não é responsabilidade do Estado ser paizinho e mãezinha da "sociedade".

 
Às 05 julho, 2006 09:07 , Blogger Pedro Sá disse...

Consequência: os direitos que se lixem.

É que, ao contrário do defendido pelo incrivelmente ingénuo jusnaturalismo racionalista professado pelos liberais, não há direitos sem Estado.

 
Às 26 julho, 2006 19:31 , Anonymous Anónimo disse...

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