sexta-feira, janeiro 16, 2004

Discriminação em função do género

Concordo por inteiro comeste artigo de Rui Baptista a propósito do Forum Mulheres da TSF.

Há que lembrar os horrendos double standards que existem a este nível. Espaços só femininos são admissíveis, mas espaços só masculinos não. Uma vergonha.

A propósito, ainda hoje, na Antena 1, o psicólogo Eduardo Sá denunciou a discriminação de que os homens são alvo nos Tribunais de Família em Portugal. É escandaloso como é que, naquilo que tem por consequência uma dupla discriminação a priori de homens e mulheres, aqueles órgãos de soberania dão à partida a custódia dos filhos à mãe e ponto final.

Ah, ontem no PÚBLICO li com atenção a notícia sobre o tão badalado estudo sobre violência sexual. E há que dar os parabéns ao jornalista, por ter tratado a matéria com a objectividade necessária. Analisando os factos e os comentários de outros especialistas sobre a matéria, vê-se que foi usado um amplíssimo conceito de violência. Situações realmente graves reduzem-se a 5%, ainda assim um número vergonhoso.

Mas...nada de espantoso. Ainda ontem fui ver BULLY, de Larry Clark, provavelmente o filme mais violento que já vi. E logo no início do filme o bully lui-même rebaixa uma das raparigas a torto e a direito e pouco depois diz para ela ir para o lado dele porque lhe agrada e ela vai de imediato...e a coisa acaba em sexo, obviamente.

E o que não falta por aí são situações parecidas. Aliás, o desastrado letrista que é João Pedro Pais retrata essas situações de forma exemplar, na sua canção "Um resto de tudo", nas passagens "Sou o ser que odeias mas que gostas de amar" e "Sou mais um dos homens que te nega e dá prazer". Enfim.




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