terça-feira, dezembro 23, 2003

Daniel Oliveira continua ao ataque

Num comentário de resposta às críticas que o seu post Música Pimba obviamente sofreu, disse algumas coisas que não podem passar sem comentário:

1. Fala numa direita que "odeia ver filmes feitos por portugueses, com características próprias e únicas por serem feitos neste contexto, nas salas de cinema". Considerando que as minhas posições pessoais reconduzem-se, em termos de soluções (não nos pressupostos), às dessa direita, tenho a dizer que:

a) é-me indiferente se os filmes que vejo são portugueses ou não;

b) não faz qualquer sentido pensar que TÊM que existir filmes portugueses, por decorrência também TERIAM que existir p.ex. escultores em gelo, etc.

2. Diz que "É pimba pôr crianças a aprenderem uma coisa que não lhes pode dizer rigorosamente nada. Que aprendam mais cedo a ideia de pátria do que a ideia de Mundo. Que saibam primeiro quem foi Dona Urraca, antes de saberem quem foi Galileu.

a) resta saber se Galileu diz alguma coisa a crianças de 9/10/11 anos;

b) temos aqui um infernal defensor de que a História do Mundo preceda a História de Portugal, o que é absolutamente inaceitável;

c) de facto, DO tem em si a defesa do mais bacoco e ultrapassado internacionalismo marxista.

3. Diz também que se recusa "a cantar o mesmo hino que canta Paulo Portas ou os militantes do PRN e da ND, como se alguma coisa nos unisse. Não acredito nesse valor e espero que um dia ele morra. Matou demasiada gente."

a) o sectarismo de DO mediante algo que é de todos os portugueses é aberrante;

b) DO adopta uma postura de clara inferioridade face aos militantes da ND, PP e PNR, por eles cantarem desde logo não canta;

c) com essa atitude, o efeito decorrente pretendido é o mesmo que Salazar pretendia, identificar o hino com a extrema-direita;

d) então o "God Save the Queen", entre outros, também mataram muita gente, UAU, lá vem de novo o bacoco internacionalismo marxista e a sua defesa da pureza dos símbolos e da defesa dos coitadinhos.

Parece mesmo que a extrema-esquerda pretende um debate ideológico em torno do hino nacional. Que a extrema-esquerda tenha vergonha de que existam países é um problema seu, em qualquer caso. Mas o hino nacional é um símbolo da República que não pode ser abandonado.

E, como diz o meu tio Juvenal, as letras dos hinos nacionais vão dar todas ao mesmo: " Somos os maiores, e se os outros vierem damos porrada neles". Portanto qual é o problema ?


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