quinta-feira, julho 20, 2006

Os Exames que Merecemos

Uma vez que o Pedro Sá entrou de férias, senti a obrigação de voltar a blogar.

E escrevo a propósito da repetição dos exames que foram a debate hoje no Parlamento.
Não sendo parte interessada na matéria (nem professor, nem aluno, nem funcionário do Ministério), nem sabendo mais sobre este assunto do que tem vindo a lume na comunicação social, procurei ouvir a intervenção da Ministra da Educação (algo que mais ninguém fez no Hemiciclo). E que, apesar de tudo, fez sentido. Ou seja, julgo ter percebido a razão da repetição dos exames em causa - aqueles onde a coexistência de programas diferentes para a mesma disciplina provocou resultados médios finais diferentes, cuja correlação põe em causa a igualdade de condições de acesso ao Ensino Superior. Um assunto técnico que compete ao Ministério da Educação avaliar e resolver.

Mas então qual a razão de ser deste debate de urgência?
Acompanhar a actividade do Governo?
Satisfazer o lobí dos professores com a cabeça da Ministra?

O tom e os termos utilizados para interrogar e acusar a Ministra nada tiveram a ver com o tema do debate. Em nome do suposto futuro dos jovens candidatos universitários, tudo valeu para insultar a Ministra. Longe vão os tempos em que com inteligência, argumentação e argúcia se arrasavam adversários políticos.

Neste exame sumário aos actuais Deputados, não admira que prevaleça o estilo tipo Nuno Melo e o silêncio tipo Paulo Portas.

2 Comentários:

Às 05 agosto, 2006 04:08 , Blogger confused_Che disse...

Os casos de Física e Química não foram únicos, sendo este um ano de transição para os novos programas várias disciplinas sofreram do mesmo mal ou de outros variados. A meu ver o mais grave foi a alteração das regras a que todos os alunos estavam sujeitos depois de muitos já terem definido o seu próprio calendário de exames, visto que para se inscreverem para o acesso ao ensino superior na primeira fase só poderiam realizar cada prova uma vez (fosse na 1ª ou 2ª fase de exames). Tudo isto não seria tão grave se os exames tivessem erros, mas a ministra insiste que não. Sendo assim não é justificável uma alteração deste tipo, muito menos a meio do processo.

 
Às 05 fevereiro, 2007 10:30 , Anonymous Anónimo disse...

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