quarta-feira, abril 19, 2006

Esta é para quem vier dizer mal das organizações partidárias de juventude

No meio de tanto Deputado faltoso, dos Deputados jovens do PS apenas um não estava no Parlamento aquando das tais votações de quarta-feira.

Curiosamente, se é verdade que uns 40% dos Deputados do PS lá não estavam, escandaloso é como é que o PSD tenta lavar as mãos quanto a quase totalidade dos seus eleitos não estava presente.

NOTA: Como era previsível, Manuel Alegre é um dos faltosos.

22 Comentários:

Às 19 abril, 2006 09:45 , Blogger Menino Mau disse...

não fazem mais que a sua obrigação!não é preciso vir de peito cheio!

 
Às 19 abril, 2006 11:00 , Blogger fg disse...

Não consigo ver onde queres chegar. A única razão porque os jovens estavam lá é porque têm menos "tachos"...por enquanto!

 
Às 19 abril, 2006 11:18 , Blogger Pedro Sá disse...

LOL primeira coisa Deputado não é tacho. Segunda coisa, dizem mal dizem mal mas são muitíssimo mais cumpridores que os restantes Deputados em geral.

E eu acho cá uma piada a certas mentalidades...qualquer coisa boa é sempre "não é mais que a obrigação", qualquer coisa má é logo para destruir e bater...assim ninguém pode viver, xiça !

 
Às 19 abril, 2006 14:42 , Blogger PGA disse...

Pedro Sá, consegue-me explicar a diferença entre uma falta de um deputado do PS e uma falta de um outro qualquer deputado de outro qq partido?

escandaloso não é o psd ou o ps, ou o cds, ou o be ou a cdu..., tentarem lavar as mãos! escandaloso é a situação em si. a bandalheira em que a função de deputado da republica se tornou.

como é que você consegue, mesmo em face desta realidade, culpar mais o psd em vez dos outros??

esse sim é um grande mistério!

 
Às 19 abril, 2006 15:32 , Blogger Pedro Sá disse...

Simples. Porque quem teve 90% ou mais dos seus Deputados ausentes não pode vir dizer que o PS é que tinha responsabilidade por ter maioria absoluta. É preciso ter uma distintíssima lata.

Em qualquer caso, óbvio seria que num dia destes o PS e o PSD teriam uma muito maior percentagem de faltosos que os restantes, pois que têm Deputados muito mais espalhados pelo País.

 
Às 19 abril, 2006 17:54 , Blogger PGA disse...

continua com o argumento imbecil. que se lixem as percentagens, que se lixe o seu facciosismo. o grave do problema não é "contar espingardas", pois em ambos os casos (ps e psd) a fotografia é muito feia. o grave é termos os deputados que temos, com espírito de funcionário público, aldrabão, sempre pronto a enganar a entidade patronal, sempre à espera de fazer o menos possível. esse é que é o problema. o resto é tudo conversa.

como é possível você encontrar argumentos (e mais grave ainda torná-los públicos) onde não é possível encontrá-los...pelo menos os lógicos, racionais, inteligentes.


quanto ao argumento da dispersão geográfica...ainda é pior! muito mais manhoso, e pouco honesto (do ponto de vista mental). não preciso de lhe explicar porquê, verdade??

 
Às 19 abril, 2006 23:36 , Blogger Pedro Sá disse...

1. Ninguém põe em casa que a fotografia é feia.

2. Cada vez mais me cheira que há aqui alguma coisa mal contada no meio da coisa toda.

3. Irrita-me e MUITO ver sempre os Deputados serem as vítimas de tudo e mais alguma coisa, sempre são eles o alvo do discurso anti-política. Obrigado Salazar.

4. Essa equiparação entre funcionário público e aldrabão é asquerosa e, mais, mentirosa. Aliás, se o problema é enganar o empregador e querer fazer o menos possível, isso existe tanto no público como no privado.

5. O argumento da dispersão geográfica é óbvio. E não é suposto justificar seja o que for. Deputados que queiram estar presentes em certas actividades pascais e outras naquela quinta-feira de manhã ?

 
Às 20 abril, 2006 10:28 , Blogger PGA disse...

1. ainda bem que estamos de acordo neste ponto.

2. não tenho conhecimentos ou informação que me permitam pensar dessa forma.

3. A mim também me irrita MUITO. porque é uma situação recorrente (ele é as faltas, ele é as viagens, ele é as compatibilidades/incompatibilidades, etc, etc). Temos que reconhecer que na, sua generalidade, repito, na sua generalidade, a nossa classe política é constituída por sujeitos incompetentes que nunca teriam qualquer lugar de destaque numa outra qualquer realidade organizacional que não o parlamento. Acredite que não me orgulho nada de dizer isto.

4. permita-me corrigir uma imprecisão que talvez tenha ficado da construção frásica que realizei. Quando falo em mentalidade de funcionário público, não quero dizer que todos os funcionários públicos são aldrabões e preguiçosos. alguns não são, se calhar muitos. no entanto essa mentalidade é infelizmente muito comum nesta tipologia laboral. cento e tal DESTES funcionários públicos foram, nesta situação, aldrabões e mentirosos. Da mesma maneira o foram nas questões das viagens fantasmas, ajudas de custo, outras baldas aos trabalho, etc, etc.). conocrdo também consigo quando refere que este tipo de funcionários não é exclusivo do funcionalismo público. a única diferença é que no sector privado, a sua longevidade laboral é muito menor...muito menor...concerteza que saberá da invenção, há séculos, dos modelos de gestão e avaliação do desempenho e consequentes acções decorrentes desse processo!!

5. Só parece óbvio para si. a não ser que idas à praia, ao algarve, ao sul de espanha,etc, etc sejam consideradas "certas actividades pascais".

 
Às 20 abril, 2006 15:09 , Blogger Pedro Sá disse...

2. Vá ver o que Medeiros Ferreira escreve hoje nos bichos carpinteiros. Para além disso poderão ter existido outras coisas...vou tentar informar-me.

3a. Classe política é coisa que não existe.

3b. Curioso quando se reduz essa "classe política" à Assembleia da República. Como se os membros do Governo e respectivos gabinetes fossem coisa distinta. Isto para não falar nos autarcas, pelo menos, os a tempo inteiro.

4. Os Deputados não são funcionários públicos. Quanto ao que diz do público e do privado e de longevidade laboral, isso é muito mais mito que realidade.

5. Vá lá perguntar a muitos Deputados, designadamente dos círculos a norte de Lisboa, se não querem estar presentes em qualquer fim de semana numa miríade de iniciativas locais...

 
Às 20 abril, 2006 15:10 , Blogger Pedro Sá disse...

Correcção, a propósito: Hugo Nunes estava presente.

Logo, nenhum dos jovens Deputados do PS estava ausente. Tire-se daí as devidas conclusões.

 
Às 20 abril, 2006 15:47 , Blogger PGA disse...

3a. correcção. Políticos profissionais.

3b. muitos dos membros do governo emanam dessa classe de políticos profissionais, donde se aplica o meu ponto 3. e quando falo em membros do governo não falo só deste governo. falo de todos os governos, pois todos os partidos têm a sua classe de incompetentes.

4. deduzo dessa sua afirmação que é funcionário público, pois se não o fosse, saberia perfeitamente do que estou a falar. se é funcionário público percebe-se perfeitamente que conceitos como avaliação de desempenho, prémios de produtividade, planos de carreiras lhe surjam como "mitos". Acredite que para mim não são mitos, são o dia-a-dia.

5. acredito que diriam que sim. que queriam estar presentes nas celebrações pascais, desde que as mesmas ocorressem perto de uma qualquer praia nacional ou estrangeira!!

 
Às 20 abril, 2006 16:04 , Blogger Pedro Sá disse...

3a. Políticos profissionais em rigor não devem existir mais de 20 neste país. E é muito. Entenda-se, naturalmente, por políticos profissionais aqueles que na prática não têm outros meios de subsistência.

3b. Não me parece minimamente rigoroso estar a usar o rótulo de incompetentes na situação em apreço.

4. Bem pelo contrário. Sou funcionário do Estado com contrato individual de trabalho, como a grande maioria dos meus colegas. Portanto conheço os dois mundos e BEM DEMAIS, posso dizer-lhe. Aqui temos avaliação de desempenho, prémios de produtividade, planos de carreiras.

5. É muito fácil dizer isso e prova um enorme desconhecimento da realidade.

 
Às 20 abril, 2006 16:14 , Blogger PGA disse...

4. acredito que conheça esse mundo da avaliação de desempenho, premios de produtividade e planos de carreiras. agora acredito também que seja um contacto meramente académico. ou então está num dos poucos serviços do estado onde efectivamente essas ferramentas funcionam e têm impacto efectivo no percurso profissional dos colaboradores. não chega ter as ferramentas, há que as utilizar!

5. pois prova. eu estive a trabalhar na 4ª e na 5ª feira. não ou deputado, não tenho livro de ponto, nem sou aldrabão (esta última apenas se aplica àqueles que assinaram a chegada e se baldaram, de fininho, não assinando a saída).

 
Às 20 abril, 2006 17:05 , Blogger Pedro Sá disse...

4. Engana-se, e fora isso se está atento já me deve ter lido defender a extinção do contrato de provimento...bem como a reestruturação absoluta da função pública, com uma avaliação rigorosa e o despedimento por justa causa objectiva de todos aqueles que estão a mais, sendo esse número aferido pelo das empresas privadas mais eficientes.

5. Esteve ? Também eu.

5b. O que é um caso é que estiveram presentes. Isto ainda vai dar para o desenvolvimento de novas definições a partir da definição de "presença", ai vai vai...

 
Às 21 abril, 2006 10:02 , Blogger PGA disse...

4. mais um ponto de acordo.

5b. pois, essa definição de "presente" é muito duvidosa. eu também estou "presente" sempre que o meu clube joga. em 17 jogos em casa, estou presente 1 ou 2 vezes, sendo que as outras 15 ou 16 estou "prsente"...em espírito. mas a mim ninguém me paga para estar "presente", nem as minhas obrigações decorrentes dessa "presença" são tão importantes como as dos deputados.

5c. já que estamos a falar de presenças, o que me diz de mais um triste episódio surgido ontem com a votação?

 
Às 21 abril, 2006 12:03 , Blogger Pedro Sá disse...

5b. Pois, de facto há que puxar pela cabeça.

5c. Ao que me parece terá mesmo havido uma falha electrónica.

 
Às 21 abril, 2006 12:11 , Blogger PGA disse...

5b. pois é "presente" e presente são coisas diferentes!

5c. ainda que tenha apenas sido isso, o actual contexto e ambiente que paira lá para os lados de S. Bento pode leva-nos a pensar noutras "falhas".

 
Às 21 abril, 2006 16:34 , Blogger Pedro Sá disse...

Está a partir do princípio que por serem políticos são desonestos. Detesto isso.

 
Às 21 abril, 2006 17:08 , Blogger PGA disse...

Não. de todo. não estou a partir de princípio nenhum. agora não percebo como é que, de repente, o número de deputados, cresceu! será que foi só falha informática, ou andava pessoal a "passear" nos passos perdidos, em hora de votação?

 
Às 21 abril, 2006 17:52 , Blogger PGA disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 
Às 21 abril, 2006 17:54 , Blogger PGA disse...

esqueci-me de dizer uma coisa. este meu sentimento não é contra os deputados socialistas. ontem foram eles, amanhã serão de outra força partidária, anteontem (páscoa) foi o que se viu...é mesmo um sentimento contra a aparente ligeireza com que alguns encaram o seu papel enquanto representantes democráticos de quem os elegeu. eu sinto-me defraudado, você não?

 
Às 21 abril, 2006 20:15 , Blogger Pedro Sá disse...

Eu vou mas é esclarecer-me :)

 

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