segunda-feira, março 06, 2006

Também vou comentar

Estas palavras de José Policarpo:

1. Se a palavra de algum profeta ilumina a vida de alguém, será a de alguns dos seus crentes.

2. Era o que mais faltava que uma qualquer doutrina religiosa pudesse condicionar a liberdade.

3. Obviamente, qualquer doutrina religiosa é apenas sugestão. Caso assim não fosse, não viveríamos em Democracia.

4. Ainda bem que a medida das coisas é o indivíduo. Não o fazer abre caminho para todos os autoritarismos, através da repressão da pessoa com a sua necessária inclusão num grupo esse sim tomado como base.

5. Todas as religiões têm lugar na História. Vide, p.ex. a revolução iraniana de 1979.

6. Para mim não há sagrados. Brinco com o que me apetecer. E felizmente há liberdade de expressão. Se isso magoa os católicos, paciência.

7. Como diz e bem Rui Pena Pires, só se pode considerar blasfémia algo dito por um crente.

8. O quarto parágrafo do ponto 2. é claramente a pensar no pós-referendo à IVG. "Pode ser legal na lei dos homens, mas é contra à lei de Deus", não duvidem.

9. Se há coisa que eu nunca procuraria seria a santidade. Que seca.

10. O individualismo que diz autista é importante. Felizmente, só temos responsabilidade para com os outros nos termos legais. De resto, cada um é livre de desenvolver o seu projecto de vida.

11. "Somos todos pecadores". Por estas e por outras é que eu nunca seria cristão.


Em rigor, tais palavras deviam ser ignoradas. Apenas comentei tendo em conta a necessária defesa do indivíduo que se exige contra o anti-individualismo católico.

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