quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Snobismos

A ler com interesse os «Snobismos» de Eduardo Prado Coelho, hoje, no Público:

«(...) quando se trata de avaliar a personalidade dos dirigentes partidários. Todos têm aspectos negativos, mas todos têm também aspectos positivos. E a cada um cola-se uma espécie de etiqueta que nada nem ninguém vão conseguir arrancar: Portas ganhou uma dimensão de Estado, mas nele predomina a hipocrisia (debaixo daquela capa está um anarquismo irreverente de direita pura e dura), Santana Lopes é o lado emocional e confuso, Sócrates é uma mecânica fria, eficiente e sem alma, Louçã é um argumentador moralista, com traços de homem de Igreja, e Jerónimo de Sousa, a grande revelação, é o que é: quando se esperava um discurso de faca nos dentes, temos uma pessoa elegante, bem preparada, próxima dos outros, afável e com um ar autêntico. Com um isto faz-se uma paisagem mediática e trata-se apenas de a confirmar.»

«Neste contexto, embora à última hora possa surgir um sobressalto, há uma reticência em relação a Sócrates que não beneficia a ideia de uma maioria absoluta. Tal como se tornou moda dizer que não apetece votar porque os políticos são todos iguais e nossa classe política só quer é encher a barriga, à esquerda encontra-se hoje um discurso que marca os grupos bem-pensantes: Sócrates igual a Santana, Sócrates sem alma, sem ânimo, sem entusiasmo, Sócrates cinzento e repetitivo

Quem ouvir os comentadores nas televisões ou os ler nos jornais, eles afina é que são bons.
Talvez devessem ir para o Governo.
Façam um partido.
Por exemplo o PECA: Partido Excepcional dos Comentadores e Afins

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