quarta-feira, julho 07, 2004

O Momento da Verdade

Chegou o momento de vermos de que é que os nossos políticos são feitos.

Esta é verdadeiramente uma oportunidade ímpar para a afirmação de uma classe política agastada e desgastada pelas suas (in)decisões e principalmente pelos seus comportamentos e atitudes, que são muitas vezes decepcionantes e inadequadas às reais necessidades de Portugal. [Veja-se, a título de (triste) exemplo, o recente comportamento de Paulo Portas em relação a Sua Excelência o Presidente da República].

De um Primeiro Ministro (PM) que se demitiu por princípios, após uma derrota nas autárquicas, passamos a um outro que se demite por um "tacho", perdão, por uma alternativa de prestígio e oportunidade de fazer (ainda) mais (e melhor) por Portugal...

Daqui ressalva-se já uma pergunta que apenas no tempo encontrará uma tendência de resposta: "O que José Barroso pode e vai fazer por Portugal?"

Outra pergunta, que tem em consideração que Portugal nos próximos 2 anos vai ter uma série de diferentes eleições é a seguinte: ?Durante quanto tempo vamos ter Governo em Portugal??

Mas antes desta questão, outra se impõe, que é aquela onde a ?fibra? da Presidência da República vai transparecer: ?Vamos ou não ter dissolução do parlamento e consequentes eleições antecipadas??

Brevemente o saberemos.

Ainda assim, sinto-me na obrigação de expressar um parecer (por menos válido que possa ser) com relação à atitude de Durão Barroso.

Tirando o facto de ser o ?timoneiro? de um país, o homem do leme (aquele que é conhecido nos mares como sendo sempre o último a abandonar o navio), toma verdadeiramente uma atitude de RATO, fugindo após 2 anos de implementação de políticas impopulares e pejorativas da nossa carteira, ainda que necessárias à consolidação orçamental. Assim, num golpe mais de sorte do que de génio, aproveita José Barroso uma oportunidade caída de bandeja das estrelas, por consequência da não aceitação de candidatos por parte de uns e de outros no seio da (des)União Europeia.

Fica portanto o REFUGO (ou refúgio - para José Barroso), onde pode agora exercer em pleno e livremente políticas infrutíferas e hastear bandeiras de causas "superiores", a bem da referida (des)União Europeia, onde cada vez menos temos menos voto, peso e medida. Portanto, Durão Barroso mudou de empregador, de 10 milhões de Portugueses que o elegeram e que o legitimaram para conduzir os destinos da nação, para se subjugar aos interesses da (des)União Europeia, que se traduzirá em subserviência aos principais estados europeus como a Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Espanha e até mesmo Polónia, que no fundo lá colocaram alguém que lhes faça a vontade.

Mais curioso é o facto de José Barroso preferir aceitar um cargo por nomeação do que um cargo por eleição. Sim, porque ele impôs como condição para se candidatar ao cargo para onde vai concorrer, a aceitação, ou seja, nunca houve dúvidas nem incertezas. Tão pouco espírito democrático.

Por Paulo Faria

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