segunda-feira, abril 03, 2006

A Fogueira das Vaidades

Confesso não ser um leitor assíduo do IV-República, ao contrário dos meus ilustres camaradas do Tonibler. Assim, foi necessário ler o DN para tomar conhecimento da posição que David Justino assumiu no referido blog acerca da Reforma da Administração Pública:

«Concluo que o referido esforço sendo meritório assume um custo político certo (andar a mexer nos diplomas orgânicos só gera instabilidade na administração que nos últimos quatro anos já havia sido objecto de reforma) e um retorno incerto ou insignificante, ou seja, mais valia estarem quietos ou então ter mais ambição.»

Como não acredito na 'teoria dos chapeús', ou David Justino enviou por este meio um recado do seu actual Chefe, o Presidente da República Cavaco Silva, ou foi pura, simples e desnecessariamente irresponsável.
Apesar de conseguir partir de um ponto de análise um pouco 'mais razoável' do que a maioria dos críticos desta Reforma (a leitura 'mais atenta' - entenda-se, na diagonal - dos documentos apresentados pelo Governo), David Justino não pode esquecer-se nem das suas actuais funções nem das responsabilidades governamentais que já teve, onde optou, claramente, por ficar quieto.

Entretanto, quando se esperava um eventual esclarecimento sobre o carácter da opinião formulada, surge a outra ilustre subordinada do nosso PR, Suzana Toscano, a atirar «Mais Achas para a Fogueira», que só poderá ser a das suas vaidades.

É, obviamente, o Descrédito total...

2 Comentários:

Às 03 abril, 2006 19:40 , Blogger Tonibler disse...

Falando por mim, também sou leitor assíduo do Descrédito (bem, o Sá nã diz caracol, só mete links).
Não me parece que venha mal ao mundo por causa disso.

 
Às 04 abril, 2006 10:09 , Blogger Nilson Barcelli disse...

Sobre a temática das reformas, julgo haver um erro de fundo em que governos, políticos, jornalistas e cidadãos geralmente incorrem.
É corrente ouvir frases do tipo "ainda esta reforma não estava totalmente aplicada e já vem outra", "nos últimos 4 anos já havia sido objecto de reforma" (sic, do David Justino), etc.
O problema, quanto a mim, é que pouca gente ainda percebeu que todos os sistemas devem estar permanentemente em reforma. Para além disso, deveriam ser os próprios agentes de cada sistema (funcionários, representantes, utentes e, de um modo geral, todas as partes interessadas) a promover essas reformas. Existem técnicas ou ferramentas para o efeito, já testadas em muitos países e em organizações. Tratam-se de reformas passo a passo, ou de pequenas melhorias, onde o poder político (o governo) não deve interferir, mas apenas dotar os sistemas com os meios necessários para o efeito.
Ao governo caberá promover reformas de ruptura, e essas não se fazem a cada governo, em cada ministério ou em cada sistema. Uma reforma de ruptura, por exemplo, seria fundir o actual Registo Predial e Comercial com as Finanças. Isto porque são 2 sistemas e eles, sozinhos, nunca serão capazes de promover a sua fusão.
Não sei se fui claro, mas não quero sobrecarregar o espaço disponível...
Abraço.

 

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