sexta-feira, março 31, 2006

Emprego

Adolfo:

Concordo plenamente com o que escreveste. Mas mais uma vez daí não tiro as mesmas consequências.

A justa causa objectiva, já consagrada há quase 20 anos, é perfeitamente suficiente para essas circunstâncias. Despedimentos livres são desnecessários, dispensáveis, e seriam inclusivamente prejudiciais para a economia, tendo em conta que trariam terríveis problemas ao nível da confiança dos consumidores.

4 Comentários:

Às 31 março, 2006 15:26 , Blogger AA disse...

A justa causa objectiva, já consagrada há quase 20 anos, é perfeitamente suficiente para essas circunstâncias. Despedimentos livres são desnecessários, dispensáveis, e seriam inclusivamente prejudiciais para a economia, tendo em conta que trariam terríveis problemas ao nível da confiança dos consumidores.

Pedro:

"Justa causa objectiva" pode ser um objecto jurídico muito bonito. Mas na prática, nada tem de "justo", seja lá o que isso seja. "Justo" é o que for determinado por contrato voluntário entre as duas partes. Os defensores da rigidificação das leis laborais esquecem-se de um facto importante. A precaridade é uma má prática comercial. Ganharão os empregadores que conseguirem oferecer melhores condições aos seus trabalhadores. Obviamente que não vão ser tão "seguras" quanto as que são hoje forçadas aos empregadores, com os efeitos que se vêem.

De resto, ninguém defende que haja despedimentos, mas que a cessação das parcerias de trabalho não seja dificultada administativamente. O mercado que o decida. Como o mercado não se cansa de querer mais e melhores serviços, advém que não haverá falta de oferta de emprego, se o que existe for desbloqueado e as empresas puderem evoluir. Só ver o imediato é que é mau para a Economia.

Quanto à confiança dos consumidores, como consumidor prefiro saber que num determinado serviço o trabalhador tem a cabeça a prémio se me tratar mal como cliente, do que ir a sítios que emulem a função pública, onde o "que espere" e "o que queres badameco" é a norma... A confiança dos consumidores só pode aumentar. O curioso é que essa confiança servirá para diminuir a precaridade no emprego. Exemplo, se um talho emprega um jovem para tratar das carnes, ao fim de dois anos, se tiver provado o seu valor, terá desenvolvido algumas relações de confiança com os clientes. Será mais difícil despedi-lo, só porque sim. É este tipo de "formação" que se tira da experiência que reverte em favor dos consumidores...

 
Às 31 março, 2006 16:21 , Blogger Pedro Sá disse...

António:

Sabe tão bem como eu que na relação jurídica de trabalho as duas partes não se encontram numa situação de igualdade.

 
Às 31 março, 2006 20:01 , Anonymous Anónimo disse...

da-se! Este Pedro Sá é o gajo mais presunçoso da blogosfera. Tem direito a entrar no guiness. Deves ter a mania que os teus "Concordo" ou "discordo" interessam a alguém!

 
Às 01 abril, 2006 17:01 , Anonymous tiago freire disse...

Concordo a 200 % e alem do mais cria instabilidade e conflitualidade social

 

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