terça-feira, março 28, 2006

25 Abril é quando o homem quiser

Meus caros amigos,

Não podia deixar de sublinhar: a ARegional da Madeira não realizará uma sessão solene no dia 25 de Abril. Os cravos não são bem vistos na Madeira; os Capitães de Abril não merecem um reconhecimento; a oposição da Madeira deve ser silenciada - se se portasse bem talvez tivesse direito aos 'discursuzinhos'.

Porque é que na nossa infinita 'paciência' democrática temos que assistir a isto sem dizer nada, sem fazer nada...porque não lhe damos importância? Porque o homenzinho não merece?

Cuidado...merece, merece. Merece que lhe lembrem que a democracia é mais do que ir a votos (presumivelmente livres, caçados à saída da igreja em inaugurações do Governo regional durante a campanha eleitoral).


Marques Mendes - e Cavaco Silva deviam servir o país. Pondo na ordem AJoão. No próximo ano o 25 de Abril devia ser comemorado solenemente na Madeira, com a presença de S.Exa o PR, os membros do Governo e os líderes das bancadas parlamentares.


A Madeira precisa e Portugal também.

Abs.

M

15 Comentários:

Às 28 março, 2006 15:41 , Anonymous Anónimo disse...

deixe-me adivinhar, você é mais um socialista invejoso da obra realizada e pelo contentamento/reconhecimento manifestado pela população Madeirense ao longo de 3 decadas.

 
Às 28 março, 2006 16:35 , Blogger Pedro Sá disse...

É preciso ser mesmo muito estúpido para ter inveja de AJJ.

 
Às 28 março, 2006 19:27 , Blogger AA disse...

é tão incómoda a democracia, não é?

 
Às 28 março, 2006 22:04 , Anonymous Antonio Couto disse...

pois claro que é...vão ter que arranjar um "golpe de estado" do tipo do que colocou Sócrates no poder. Azar é que já não têm presidente para o fazer. Habituem-se!

 
Às 29 março, 2006 03:00 , Blogger Mario Garcia disse...

O Alberto João devia habituar-se a viver dos recursos da sua ilha e não viver à conta do nosso défice do Orçamento de Estado.

A tão falada obra feita, paga pelos 'cubanos' e pela UE, permitiu também encher os bolsos a uns quantos 'jaimitos'. Aliás, os contribuintes até patrocinam directamente os clubes de futebol da Madeira!

E o mais irónico disto tudo é que foi precisamente o 25 de Abril que permitiu a autonomização da Madeira!!

Mas autonomização não significa Democracia, como mostram as cenas várias da Assembleia Regional, a apreensão de jornais continentais por criticarem o AJJ, ou os paradoxais processos por difamação(!) que o AJJ pôe a jornalistas e políticos da oposição.

E isto tudo nem sequer é uma questão partidária porque até o PSD, há já algum tempo e alguns líderes, têm vergonha do AJJ.

 
Às 29 março, 2006 03:07 , Blogger Mario Garcia disse...

O comentário anónimo consegue ser demagógico e salazarento!!
Há por aí muita obra feita, ao longo dos tempos. É pena que na Calheta ou em Cãmara de Lobos a obra não seja tão 'feita' como no eixo Funchal-Aeroporto.
O senhor anônimo (bem como o António Couto, em protesto contra o 'golpe de estado' que foram as últimas eleições livres) deviam ir viver para esse paraíso de liberdade e democracia, que é a Madeira. Até poderão desfilar no próximo carnaval, que têm aberto vagas...

 
Às 29 março, 2006 10:48 , Blogger Monsenhor disse...

Golpe de Estado...0 25 de Abril também foi um golpe de Estado? As eleições livres de 20F não foram uma resposta clara, livre, e, graças a Deus, inteligente, do povo português? Não há pachorra.

Quanto à obra do AJJ: fez coisas...claro que fez! E conhecem algum político que financiado pelo orçamento de Estado não tenha obra para mostrar? Não conhecem as rotundas do Sr. Ruas? as piscinas e os polidesportivos espalhados pelos país?

Adiante: não conhecem a oligarquia madeirense - onde alguns camaradas do PS/Madeira também participam?

Justificar o AJJ com a sua obra é o mesmo que assumir que o lema 'Roubo mas faço' é plausível em democracia. Contra isto bater-me-ei sempre. Mais: prefiro um democrata incompetente a um ditadorzeco competente. A democracia não é mal que se tem que aguentar; é a essência da construção de sociedades mais justas e coesas socialmente.

É uma pena...a direita não aprende. Continua atada ao autoritarismo salazarento; desconfia da democracia plena; tem medo de se afirmar como parte deste regime que nasceu em Abril de 74.

A direita tem um problema de emancipação - continuam a beber da 'teta' autoritária e conservadora do 24 de Abril.

M

 
Às 29 março, 2006 21:18 , Anonymous antonio couto disse...

Se os senhores acham normal demitir um governo com maioria absoluta no parlamento, não classificando esta decisão como ilegal ou do tipo golpe de estado, então achariam normal que se o actual presidente assim o entender pode demitir o governo do Sócrates.
Por outro lado acham que Sócrates foi eleito democraticamente, mas já acham injusta a eleição de AJJ.
Bom, isto na minha terra tem um nome: sectarismo! - um mal da qual padece a familia do PS digna herdeira do legado comunista nos velhos tempos da URSS.

 
Às 30 março, 2006 12:19 , Blogger Monsenhor disse...

1.O PS e a URSS? Tem tudo a ver....

2. Sobre a 'justiça' da eleição do AJJ falo. Contudo, quanto à saúde da democracia isso sim. E, na Madeira, a democacia está doente. O AJJ, o JRamos e outros são uma oligarquia que financia o PSD e se financia a si própria à conta do OEstado.

3. O PR foi eleito para garantir que as instituições funcionem e, entre elas, o Governo. O país estavem bloqueado, a maioria em desagregação, a sociedade não tinha confiança no Governo. Foi para fazer a avaliação da situação política e para agir em conformidade que elegemos o PR. O Sr. António Couto perceberá que se o PR Sampaio quisesse convocar eleições para que o PS ganhasse podia tê-lo feito antes...quando o Durão foi para Bruxelas.

Mas olhe que fico preocupado: um 'cubano' a defender o AJJ e os seus procedimentos é preocupante. Digno - desculpe o comentário - de uma personalidade que não ultrapassou uma certa fixação primária anti-esquerda .

Abs.

M

 
Às 30 março, 2006 14:45 , Anonymous antonio couto disse...

Percebo então que o Sr. acredita que Ferro Rodrigues, com o envolvimento que se conhece na Casa Pia, tivesse condições de ganhar o que quer que fosse. O Sampaio foi uma palerma mas não chegou para tanto. Não venha por isso agora escrever a história com outra versão.

PS: a URSS foi uma forma de demonstrar-lhe o sectarismo. Sem bem se lembra na altura tudo o que era comunista garantia a pés juntos que o governo era justo, democrata e que as pessoas viviam todas bem.

 
Às 30 março, 2006 14:54 , Blogger Monsenhor disse...

A Casa Pia? Mas o Dr. Jaime Gama não é Presidente da AR? O Ferro Rodrigues não é embaixador na UNESCO? O PR Sampaio também não foi citado? A Catherine Deneuve também não foi citada?

Por favor. Não confunda sentido de Estado - coisa que o SLopes e companhia não tinham, com mero oportunismo político.

Quanto ao sectarimo - não é preciso pensar na URSS, basta pensar na forma como alguns falam dos 'cubanos', da oposição na Madeira, do Sr. Silva, etc.

M

 
Às 30 março, 2006 16:57 , Anonymous antonio couto disse...

o que é que o Jaime Gama tem a ver com a Casa Pia ? Houve muito fumo à volta do tema, mas você só pode concordar que o fumo à volta de Ferro foi mais do que qualquer outro dos nomes que cita. Não comento, neste caso se esta quantidade de fumo à volta da personagem foi mesmo sem fogo, quanto ao ser embaixador na Unesco, por amor de Deus!! o Fernado Gomes está na Galp, e mais uns largos milhares de outros boys socialistas estão por ai a usurpar o nosso bem comum.

Não comento a oportunidade ou competencia de SLopes e cia. assim como não comento aqueles q lá estão agora. Porque nãõ é isso que está em causa. O que está em causa foi que um presidente decidiu demitir um governo com uma maioria democraticamente eleita. Essas suas observações, de que estava decadente que não tinha apoio etc. são subjectivas e não colhem apoio em qualquer um que seja verdadeiramente democrata. Ao apoiar a medida que foi tomada você perde toda e qualquer legitimidade ao acusar AJJ de eventuais deficits democraticos.

 
Às 31 março, 2006 01:07 , Blogger Mario Garcia disse...

O António Couto fez-me recordar um episódio, por altura do 1º Governo de Cavaco Silva, o da maioria simples.
Quando o governo caiu, havia uma maioria parlamentar PS+PRD, que apresentou uma solução governativa ao então Presidente da República, Mário Soares.
Mas o Parlamento foi dissolvido, houve elições antecipadas, e Cavaco ganhou a primeira das suas duas maiorias absolutas.

Terá havido um golpe de estado na altura???

 
Às 31 março, 2006 12:25 , Anonymous antonio couto disse...

Lá está você a dar a volta ao texto (na logica dos tais esquemas da URSS que mencionei que o Monsenhor não quis pereceber): oiça lá, o governo que caiu não era do partido mais votado ? não é o partido mais votado que tem o direito de ser convidado a formar governo ? que raio de comparação tem essa pretensa maioria resultante de um acordo entre os restantes partidos, não sendo nenhum deles maioritario, com a situação do goveno de PSL em que o partido mais votado estava no governo em coligação com outro ?
Outra "pequenina nuance" é que foi Cavaco quem pediu a demissão e não o presidente quem o demitiu!

 
Às 04 abril, 2006 11:02 , Blogger Monsenhor disse...

Como diriam os meus amigos catalães: O António Couto 'enrolou-se' como uma persiana. ´

M

 

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