terça-feira, outubro 04, 2005

VIVA O 5 de OUTUBRO!



Nos bastidores de uma história até agora mal contada.



Como a República foi de facto implantada
em Portugal em 5 de Outubro de 1910: a cumplicidade
da Realeza britânica
e da Maçonaria inglesa na queda
da Monarquia Constitucional no nosso País.





Caros Blogers,

Na véspera da data comemorativa dos 95 anos da Implantação da República Portuguesa
(apesar da República ter sido proclamada em diversos concelhos a 4 de Outubro de 1910) recomendo vivamente um livro lançado recentemente por um amigo e conterrâneo, Jorge Morais. Bem a tempo das referidas comemorações.
O Jorge - que é monárquico :) - perdoa com certeza que eu exclame nesta data


VIVA A REPÚBLICA! VIVA PORTUGAL !


A implantação da República em Portugal, em 5 de Outubro de 1910 (completam-se agora 95 anos), não foi resultado exclusivo da revolta militar personificada na Rotunda pelo comandante Machado Santos e apoiada nas ruas pelas células carbonárias de Lisboa. Uma conspiração internacional, envolvendo a Maçonaria inglesa e a Família Real britânica, deu aos revoltosos portugueses a garantia prévia (e escrita) de que a Inglaterra, a França e a Espanha não levantariam um dedo para salvar a Dinastia de Bragança. E só depois de obtida esta garantia o estado-maior revolucionário avançou para pôr fim à Monarquia mais antiga do Continente Europeu.

Numa reconstituição historiográfica exaustiva, agora publicada em livro sob o título ?Com permissão de Sua Majestade?, o jornalista e investigador Jorge Morais sustenta que, em 5 de Outubro, as tropas revoltosas se limitaram a seguir o ?sinal verde? dado a partir de Londres pelo poderoso ?lobby? liberal radical (em que pontificavam altos dignitários maçons, homens de negócios ingleses com interesses na África portuguesa e jornalistas de influência internacional) com conhecimento e permissão de dois membros da Família Real britânica: o próprio Rei Jorge V e seu tio, o Duque de Connaught.

Na sua obra, baseada em documentação de grande rigor historiográfico mas apresentada numa linguagem acessível ao leitor comum, o autor relata como, em Setembro de 1909, o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Sebastião de Magalhães Lima, viajou secretamente para Londres a fim de obter garantias da congénere inglesa (cujo Grão-Mestre era então o Duque de Connaught, filho favorito da Rainha Victoria e irmão do Rei Eduardo VII) de que o golpe em Lisboa teria a aprovação do Governo de Sua Majestade, chefiado por Asquith e integrado por Winston Churchill, Lloyd George e Edward Grey ? maçons de inegável peso na política mundial da época.

Valendo-se de uma teia de cumplicidades maçónicas, políticas, jornalísticas e financeiras, Magalhães Lima voltou a Londres em Julho de 1910 (já com o Rei Jorge V no Trono), agora acompanhado pelo abastado homem de negócios e dirigente republicano José Relvas, para ouvir da boca de um membro do Governo inglês a confirmação de uma ?neutralidade compreensiva?. A posição das autoridades de Londres, expressa por escrito num Memorandum secreto a que o autor teve acesso nos Arquivos Nacionais britânicos, permitiu aos revoltosos lançarem-se confiadamente numa revolução que, sem esse apoio, tinha falhado de tentativa em tentativa nos 20 anos anteriores. E, com efeito, três meses após o seu encontro reservado no Foreign Office, a República estava implantada em Portugal.
?Com permissão de Sua Majestade? traça o quadro político, nacional e internacional, em que decorre esta conspiração; comprova a ligação dos principais intervenientes à Maçonaria e ao ?lobby? radical europeu; transcreve correspondência, até hoje mantida no silêncio dos arquivos, entre a Grande Loja Unida de Inglaterra e altos dirigentes do Grande Oriente Lusitano; reconstitui as viagens do Grão-Mestre português e a sua passagem pelas Lojas de Londres; evidencia o ambíguo papel do Rei Jorge V (primo do último Monarca português, D. Manuel II) em toda a trama; e revela por extenso o Memorandum do Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros que permitiu aos revolucionários de Lisboa implantarem, por fim, a República em 5 de Outubro de 1910.

3 Comentários:

Às 05 outubro, 2005 10:13 , Blogger Filipe Gil disse...

Como é que podem escrever que a monárquia portuguesa era a mais antiga da Europa??? Toda a gente sabe que a Dinamarquesa é a casa real há mais séculos no poder. Tudo começou com o avô do Bluetooth.

E olhem que sou republicano! A 100 por cento.

 
Às 06 outubro, 2005 11:48 , Blogger Monsenhor disse...

Ainda que seja só uma vez por ano, vale a pena continuar a gritar -VIVA A REPÚBLICA!!!! E, claro, viva a ética republicana....

M

 
Às 07 outubro, 2005 09:40 , Anonymous Anónimo disse...

Maçónicos!

Anticristos!

Em Amarante bpou queimá-los!

Bá lá, MM, seja homenzinho!

Abelino

 

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