segunda-feira, setembro 19, 2005

Contra a 'Lavandaria' Carmona

Caros amigos,

Depois desta onda de 'branqueamento' tenho que reagir ! O Carmona Rodrigues não é o PSL? Mas isto é uma 'lavandaria' política?

O Eng. CR apresenta-se aos eleitores lisboetas nas listas do PSL. É apresentado como o Eng. apolítico, que vem somar a sua competência técnica à capacidade política do PSL. Serve de partenaire, dançando entre a CML e o Governo, ao som da tripla DB/PP/PSL e agora, qual virgem, quer fazer-nos crer que não tem nada a ver com isto.

Ele é o candidato impoluto. Cheio de ideias, que não conseguiu concretizar. Do show do Parque Mayer, ao Casino de Lisboa, ao Túnel que traz mais carros para o centro, do vínculo da política de toxicodependência a interesses privados abandonando a política anterior, à parelesia da máquina administrativa da CML, para além dos afilhados do PSL que foram ficando nas empresas municipais.

O Sr. não é responsável por nada! O seu programa, entre a ideia por cumprir e a coisa meia por fazer ou meia feita, é um conjunto de banalidades. Já leram? Sabem o que promete? O que quer fazer? Claro que não.

Entretanto, nós, prosseguimos a autoflagelação. Com argumentos pertinentes, mas cuidado, também com argumentos de quem não leu os 38.000 caracteres.

"O candidato não tem estado bem, é petulante, a Babá é 'demasiado' famosa para estas coisas, o Diniz Maria não pode 'opinar'". Já se utilizou de tudo. Agora, a última, é a de que é 'mal educado'. Não cumprimenta os adversários. Viram o debate? Por favor...apertar a mão depois daquela batalha campal onde o CR só quis que os lisboetas percebessem que era ENGENHEIRO e que o Prof. MMC era só filosofo, era o cúmulo da hipocrisia...Reparem bem: o CR quis, por exemplo, que o MMC provasse que o túnel traz mais carros para centro, colocando isso em causa, negando aquilo que os técnicos de transporte mais reputados do país já disseram; Entalado pelo mensalito tentou 'levar' a conversa para a casa-de-banho; e, assim foi andando ao longo do debate.

Foi uma desqualificação permanente do candidato do PS; pela menorização contínua, à qual o MMC respondeu, de facto, de forma intempestiva (e, admito, impreparada).

O MMC tem defeitos. Não se contém. Talvez se fosse mais tacticista...mas faltou-lhe a calma (e se calhar o bom senso) para perante a insinuação maldosa e a sua desqualificação como candidato, não ter respondido com um 'ponto de ordem' no debate, onde se percebesse o queria para a cidade.

Contudo, meus caros, Lisboa parou. Foram quatro anos de paragem e, nalgumas políticas, de retrocesso. Não votar PS nas próximas eleições, por muito que isso custe a alguns, não passa de um 'LUXO' que Lisboa não pode pagar. A esquerda que quer governar precisa de 1 Presidente e de uma maioria na Assembleia Municipal.

Podíamos ter um candidato melhor? Seguramente. Mas de bons candidatos que nunca o foram porque tiveram medo de jogar o jogo está 'o inferno político' cheio. O MMC quis ser candidato. Ele é o meu candidato. É com ele que quero derrotar a direita que paralisou Lisboa.

No dia 10 podemos continuar a dicussão noutros parâmetros: Quem quer ser candidato a alguima coisa neste país? Mas espero fazê-lo com a esquerda no poder em Lisboa.

Que Deus nos livre dos produtos 'brancos' e dos impios que neles preferem votar.


Abs,

M

7 Comentários:

Às 19 setembro, 2005 20:18 , Blogger Mario Garcia disse...

Meu Caro Monsenhor,

Tirou-me as palavras do teclado!!!

O MMC cometeu o erro táctico de não 'jogar' PSL no debate, até porque é tb o mandato de PSL q está em avaliação, do qual o Carmona não pode fugir de fininho...

Vi a repetição do debate, e o nível do CR é abaixo de cão.

Mais grave é o encobrimento que a comunicação social lhe dá, ignorando o pouco conteúdo do debate, e considerando que o não-aperto-de-mão de Carrilho é gravíssimo, mas o 'grande ordinário' é normalíssimo.

Não vi nem li nada acerca dos adjuntos de Carmona, nem sobre os directores da EPUL.

 
Às 19 setembro, 2005 20:39 , Blogger Freddy disse...

Ainda bem q sou do Porto onde n há lugar há dúvidas...

Abraço da Zona Franca

 
Às 19 setembro, 2005 20:57 , Blogger Tonibler disse...

Pois, mas para azar vosso, votar PS é votar MMC. Havia candidatos mehores? Havia, e nenhum tão mau que fosse capaz de perder estas eleições como o MMC vai perder...

O PS vai perder e pode agradecer a quem meteu o MMC.

 
Às 19 setembro, 2005 23:21 , Anonymous Anónimo disse...

O que me exaspera é que o fundo da discussão não é o que é melhor ou pior, boas ou más ideias para Lisboa, é o eterno esquerda ou direita. Já votei "à esquerda" ou "à direita" consoante os candidatos ou as ideias. Lisboa parada?! pode nem sempre ter andado na melhor direcção mas parada, é preciso ser um bocadinho cego...

Quanto MMC, quando ele apareceu, os meus amigos do PS subiram pelas paredes, que não, que iam votar nele, que vinha outro, que não iam fazer campanha, etc... alguns vão votar nele outros no Ruben, outros no Sá Fernandes. Coube-me a mim em alguns jantares defender o homem, porque achei que dado o perfil, dado o aspecto moderno da "coisa", o famoso e tão apregoado cosmopolitismo, que pudesse dali sair finalmente uma ideia para a cidade e mesmo sendo claro de antemão que objectivo é Belém, mesmo correndo o risco de quatro anos de pandega e propaganda cultural, repito defendi o homem. MMC desde o início que é odiado por parte substancial do PS, tem feito uma campanha tipo Valentim Loureiro, e desculpem, mas ele pode ter muitos caracteres escritos (muita palha e algumas ideias vagas e pouco pormenorizadas, que aliás é comum a todos os candidatos...)mas depois de um ano de campanha não existe um programa? Houve gente respeitável que abandona a candidatura e o acusa de falta de carácter? Perguntem a quem trabalhou com ele no ministério, e que não dependia do tacho, quanto tempo é que o aturou?..

O pior de todos os pesadelos para o PS é que, mesmo que ele perca as eleições, se candidate na mesma a Belém e o partido o tenha que engolir pela segunda vez...

 
Às 20 setembro, 2005 12:14 , Blogger Monsenhor disse...

1. De tudo o que disse, caro João, só fica um aspecto relevante. O meu caro blogger até votava no MMC desde que ele não fosse o candidato do PS.

2. A direita e a esquerda existem. Vêem o mundo de forma diferente e priorizam os grandes temas da vida da comunidade de forma igualmente diferente. Nas autarquias também. Eu sou de esquerda. Não gosto de candidatos que não são capazes de dizer o que pensam e que querem passar uma imagem angelical, sem pecado, sem opinião e sem marca ideológica. A questão central não é saber como fazer um qualquer TÚNEL, mas antes porque o fazemos.

3. Lisboa está de facto parada. Naquilo que são as políticas de inclusão, de apoio domiciliário, de suporte aos centros comerciais urbanos, nas políticas de toxidependência, na mobilidade dos movimentos pendulares, no estacionamento, etc. Verificam-se até retrocessos nalguns aspectos. Meu caro João: andar é movimento, não a publicitação de que se o vai fazer. Meio Túnel, 'nenhum' Parque Mayer, um Casino 'itenerante'e uma Feira Popular 'desmontada' não são movimento - são simulações de movimento.

4. A direita existe - como vimos nos últimos três anos. A esquerda também, como espero ver nos próximos quatro.

Abs,

M

 
Às 20 setembro, 2005 13:04 , Anonymous Anónimo disse...

Não voto em MMC porque ele vai ser mau para a cidade e não por ser do PS, de resto já votei mais vezes em autarquicas em candidato do PS que de outro partido, umas vezes arrependi-me outras não. Isto não é nenhum drama, até estou convicto que MMC vai acabar por ganhar, porque os outros candidatos de esquerda, sendo pessoas estimáveis, Sá Fernandes é a imagem habitual das soluções impossiveis do BE, e Ruben representa o conservadorismo comunista que não leva a lado nenhum, por isso acho que vai existir algum voto útil no PS.

O verdadeiro drama é que nenhum tem um verdadeiro projecto de cidade, as preocupações sociais são muito importantes, e especialmente numa cidade envelhecida e abandonada como Lisboa, mas em todas as grandes cidades europeias o desenvolvimento foi sempre feito com projectos claros ambiciosos, e levados a cargo por personagens carismáticas, e para o ajudar muitas delas socialistas e de esquerda "à séria".

Era um pouco isso que antevi quando de início defendi MMC, mas depois foi um penoso percurso levou ao estado actual. Carrilho pode até ganhar, e o PS ter que o engolir como PR a seguir, mas vai ser à custa de Lisboa e seguramente não com o meu voto.

Já agora um acrescento, o melhor candidato era Mega Ferreira, que eu não tenho a menor dúvida que ganhava a câmara com maioria absoluta, infelizmente (e nisto Portgal não têm tido muita sorte ultimamente...) os melhores vão-se embora, não estão disponíveis ou o universo político não é minimamente atractivo...

 
Às 20 setembro, 2005 15:18 , Blogger Monsenhor disse...

Caro blogger,

Concordo plenamente. Tem razão em tudo o que diz. Inclusive no que diz sobre o Mega Ferreira, que era de facto, na minha opinião, um excelente candidato.

Mas, contudo, temos que escolher entre os PARTIDOS que apresentam listas. E, perante isto, e porque não podemos (não devemos) renunciar à escolha, os aspectos ideológicos são importantes.

Eu não voto (só) no MMC. Eu vota, fundamentalmente, numa solução em que quem pensa 'à esquerda' volte a governar. Nas freguesias, nos pelouros, etc, etc.

Eu sei que é pouco. Gostava de poder votar também por outras razões. Mas temos que escolher...não escolher é bem pior.

Como apontamento final gostava de sublinhar um aspecto: o MMC não tem tido de facto 'boa imprensa'. O estado a que chegou a sua campanha também se deve a isso. Os seus traços mais negativos são explorados até à exaustão. Mas, em boa verdade, quem com ferro mata com ferro morre. E ele devia saber disso.

Abs,

M

 

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